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Luciano Hang é condenado por pressionar funcionários a votarem em Bolsonaro nas eleições de 2018; empresário diz que vai recorrer

Hang é acusado de ameaçar demitir os funcionários caso o principal opositor de Jair Bolsonaro, Fernando Haddad, ganhasse as eleições presidenciais de 2018.

Foto: FolhaPress

O empresário Luciano Hang e sua empresa, Havan, receberam uma condenação de R$ 85 milhões por pressionarem os funcionários a votarem no ex-presidente Jair Bolsonaro durante as eleições presidenciais de 2018. A multa, sujeita a recurso, foi instaurada pela 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis, seguindo uma ação inicial movida pelo Ministério Público do Trabalho.

Hang é acusado de ameaçar demitir os funcionários caso o principal opositor de Jair Bolsonaro, Fernando Haddad, ganhasse as eleições presidenciais de 2018. O juiz menciona um vídeo de um discurso proferido pelo réu durante uma reunião em 1º de outubro daquele ano.

No vídeo, Hang questiona: "Você está preparado para sair da Havan? Você está preparado para ganhar a conta da Havan? Você que sonha em ser líder, gerente, e crescer com a Havan, você já imaginou que tudo isso pode acabar no dia 7 de outubro? E que a Havan pode um dia fechar as portas e demitir os 15 mil colaboradores?".

Para o juiz Carlos Alberto Pereira de Castro, responsável pela sentença, "não cabe ao empregador, no ambiente de trabalho de seus empregados, promover atos políticos em favor ou desfavor de candidatos ou agremiações".

A defesa do empresário contestou a acusação, alegando que desde dezembro de 2017 Hang convocou a imprensa para uma coletiva visando se posicionar sobre o cenário político brasileiro. Além disso, ainda afirmaram que o uniforme "camiseta verde amarela, citada e destacada nos autos, teve seu modelo estudado e confeccionado em janeiro de 2018, com as principais cores da bandeira do Brasil, buscava trazer maior atenção da população em tempos de Copa do Mundo, não se relacionando a candidatos."

A decisão estipula o pagamento de uma indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 1 milhão, além de R$ 1 mil por dano moral individual para cada funcionário da Havan com vínculo até 1º de outubro de 2018.

O juiz ressalta ainda que "há uma distância considerável entre apenas declarar seu apoio político a qualquer candidato ou agremiação político-partidário e a forma como se deu a abordagem no presente caso".

Em nota encaminhada à CNN, o empresário classifica a decisão como "absurda, descabida e ideológica". Além disso, alega que todas as ordens e decisões da Justiça foram cumpridas: "Tudo foi feito de modo a garantir a liberdade dos colaboradores. Afinal, temos até hoje em nosso quadro, colaboradores de várias outras ideologias políticas. Aliás, importante lembrar que o voto é secreto e cada um votou conforme sua convicção", destaca.

Hang anunciou que vai recorrer da decisão, reforçando que "nenhum erro foi cometido".

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