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Lewandowski assume Ministério da Justiça e diz que dará continuidade ao trabalho de Dino

Flávio Dino deixará sua posição no Ministério da Justiça e Segurança Pública, abrindo espaço para Ricardo Lewandowski assumir. Dino, por sua vez, ocupará uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, foi empossado nesta quinta-feira (1º) como o novo ministro da Justiça e Segurança Pública em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

Compareceram na cerimônia, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Janja da Silva, ministros do STF, Paulo Gonet, chefe da PGR e outras autoridades.

"Cumprimento com muito carinho e agradeço por ter me deixado o Ministério perfeitamente aparelhado e em ordem que é o meu antecessor, Flávio Dino, que assumirá por breves dias o Senado e, certamente, brilhará como integrante da Suprema Corte deste país", disse Lewandowski.

O ministro da Justiça disse estar "profundamente honrado" por ter sido indicado por Lula para chefiar a pasta, que é o primeiro Ministério criado no Brasil, ainda na época da monarquia portuguesa.

Para Lewandowski, o principal desafio de sua gestão como ministro da Justiça será a segurança pública. Ele reforçou que dará continuidade ao trabalho de Flávio Dino em frente à pasta.

"Indiscutivelmente, de grande complexidade, dedicaremos nossos melhores esforços e daremos continuidade ao excelente trabalho executado pelo ministro Flávio Dino e seus assessores", declarou o ministro.

"É nossa obrigação, e o povo brasileiro assim espera, que o Ministério da Justiça dedique especial atenção à segurança pública, que ao lado da saúde é uma das maiores preocupações da cidadania. Mas é preciso compreender, todavia, que a violência e criminalidade que campeiam entre nós não somos problemas novos, são mazelas que atravessam séculos da nossa história", pontuou Lewandowski. "Numa continuidade desse ciclo perverso, a criminalidade e a violência continuam se nutrindo da exclusão social, da miséria, da falta de saúde, educação, lazer, habitação e que, infelizmente, ainda persistem no país, malgrados os intensos esforços do iminente presidente Lula e sua equipe", completou.

Para Lewandowski, para ter êxito no combate à criminalidade e violência "precisa de uma permanente intervenção policial, com políticas públicas para superar esse apartheid social que continua segregando boa parte da população brasileira".

"O mundo enfrenta o novo e terrível desafio da criminalidade organizada, as milícias divididas em subfacções, aliadas e rivais. Não há soluções fáceis, não basta exacerbar as penas, promover encarceramento em massa, dificultar o regime prisional", apontou.

Segundo Lewandowski, o Ministério da Justiça aprofundará os esforços de centralização de dados de inteligência coletados pela Polícia Federal, Forças Armadas, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Civil e Militar, Guardas, Ministério Público e outros órgãos "que possam contribuir para identificação de líderes criminosos".

Ao finalizar o discurso, Ricardo Lewandowski reforçou que está orgulhoso de ter sido convidado para integrar o governo de Lula. "Mais do que isso, tenho muito orgulho de participar de um projeto para o país", finalizou.

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