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Réu por estupro coletivo em Copacabana se entregou usando camiseta que dizia, em inglês, 'Não se arrependa de nada'

Foto: Reprodução 

Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, um dos réus do caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, se entregou à polícia na última quarta-feira (4). Ao se apresentar na 12ª DP, ele vestia uma camiseta com a frase em inglês “Regret Nothing” (“Não se arrependa de nada”), expressão associada a grupos misóginos que propagam discursos de ódio contra mulheres.  
A imagem repercutiu nas redes sociais e foi inicialmente publicada pela Folha de S.Paulo. Segundo apuração da GloboNews, a frase é usada em discursos da chamada machosfera, termo cunhado em 2009 para descrever comunidades masculinas online que vão desde grupos que alegam falta de poder institucional dos homens até vertentes extremistas e misóginas, como os redpills e os incels. Um dos ícones desse movimento é Andrew Tate, influenciador americano-britânico acusado de estupro, tráfico humano e exploração sexual de menores, que defende a dominação masculina e o desprezo pelas mulheres.  

O advogado de Vitor Hugo, Ângelo Máximo, afirmou que o cliente se apresentou “de cabeça erguida” e que provará sua inocência. A defesa não comentou sobre a escolha da camiseta, que é vendida por uma grande rede de lojas e está esgotada.  

Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, exonerado do cargo horas antes da apresentação do filho. José Carlos foi denunciado por uma mulher por ameaça após ela comentar sobre o caso nas redes sociais.  

O jovem é estudante do Colégio Pedro II, uma das instituições mais tradicionais do Rio de Janeiro, que abriu processo administrativo para desligá-lo.  

Como ocorreu o crime
De acordo com a denúncia, a vítima foi atraída pelo ex-namorado, menor de idade, para o apartamento de Vitor Hugo em Copacabana. No local, além dos dois, estavam outros três jovens. Os maiores de idade respondem por estupro coletivo e cárcere privado, enquanto o menor responde por atos infracionais análogos.  

A defesa de Vitor Hugo confirma que ele estava no apartamento, mas nega qualquer participação no crime ou relação sexual com a vítima. Com informações do G1

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