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Polícia Federal prende delegado da própria corporação suspeito de favorecer traficantes


A Polícia Federal do Rio prendeu nesta segunda-feira (9) um delegado da própria corporação. Fabrizio Romano é suspeito de favorecer um traficante internacional de drogas.  

A operação recebeu o nome de Anomalia. Os agentes foram às ruas para cumprir quatro mandados de prisão preventiva decretados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF – Supremo Tribunal Federal. Um deles contra um policial da própria instituição: o delegado Fabrizio Romano, da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários. Segundo as investigações, o delegado recebia pedidos para beneficiar traficantes em troca de dinheiro.  

Um desses pedidos veio do advogado Alessandro Carracena, outro alvo da operação desta segunda-feira (9). Carracena é ex-secretário estadual de Esportes do Rio no governo de Cláudio Castro, em 2022, e ex-secretário municipal de Ordem Pública da capital, em 2020, quando Marcelo Crivella era prefeito.  

A TV Globo apurou que o delegado também tinha relação com o traficante Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, um dos chefes do Comando Vermelho. Índio do Lixão e o ex-secretário Carracena foram presos em setembro de 2025.  

A mesma investigação levou para a cadeia o ex-deputado estadual Thiego dos Santos, o TH Joias, e o presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, do União Brasil. Os dois já foram indiciados por suspeita de ligação com o Comando Vermelho. Bacellar está solto e cumpre medidas cautelares.  

A apreensão do celular do ex-secretário Carracena abriu o caminho para a ação desta segunda-feira (9). A polícia diz ter encontrado trocas de mensagens entre Carracena e o delegado Fabrizio Romano. Uma delas para que o delegado interferisse no processo de refúgio de um traficante internacional de drogas. A oferta: R$ 150 mil para manter o traficante no Brasil. O traficante Gerel Palm era procurado pela Interpol e está preso há cinco anos, no Rio. A advogada dele, Patrícia Falcão, foi presa nesta segunda-feira (9).  

Um servidor público está foragido. Ele atuaria na articulação política e operacional do grupo em Brasília. A PF não divulgou o nome dele.  

A defesa do delegado Fabrizio Romano disse que não teve acesso à decisão que determinou a prisão.  

O advogado de Alessandro Carracena alegou o mesmo. Também declarou que o ex-secretário só foi ouvido depois de preso e que o trabalho de Carracena como advogado está sendo criminalizado.  

O Jornal Nacional não conseguiu contato com os outros citados na reportagem.  

Com informações do Jornal Nacional/Rede Globo.

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