O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para relatar o pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que cobra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. Toffoli alegou “motivo de foro íntimo” e determinou que o processo fosse encaminhado à Presidência da Corte para definição de novo relator.
O pedido de Rollemberg aponta que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adiado “sem justificativa” a criação da CPI, mesmo após mais de 30 dias do protocolo. Segundo o parlamentar, a falta de andamento impede o exercício da função fiscalizadora do Legislativo diante de suspeitas graves de fraudes na relação entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília).
Toffoli havia sido sorteado relator do pedido nesta quarta-feira (11), quase um mês após deixar a relatoria do caso Master, em razão da divulgação de informações sobre sua sociedade em empresa que negociou parte de um resort com fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso e autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero, que levou Vorcaro novamente à prisão.
Na próxima sexta-feira (13), a Segunda Turma do STF deve julgar se mantém ou não as decisões de Mendonça relacionadas ao caso. Com informações do G1.


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