Manifestantes se reuniram neste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo, em um ato intitulado “Acorda Brasil”, que contou com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O protesto começou às 14h e terminou por volta das 17h, reunindo cerca de 20,4 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da ONG More in Common. A análise foi feita com imagens aéreas e uso de inteligência artificial, indicando variação entre 18 mil e 22,9 mil participantes no pico.
Entre os presentes estavam lideranças políticas como o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente do PL Valdemar Costa Neto, os deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Guilherme Derrite (Progressistas), além dos governadores Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também participou. Já o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michele Bolsonaro não estiveram presentes. Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro, participou por videochamada exibida nos telões.
Durante o ato, foram defendidos o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Manifestantes exibiram bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, além de cartazes com frases como “Fora, Moraes”, “Bolsonaro Livre”, “SOS Trump” e “Anistia Já”. No carro de som, uma faixa trazia a frase “Fora Lula, Buzine”.
Nos discursos, Nikolas Ferreira criticou o governo federal e acusou Lula de corrupção, enquanto Flávio Bolsonaro falou sobre censura e prisões que considera injustas. Derrite defendeu o fim da impunidade penal. Os políticos reforçaram pedidos de impeachment de ministros do STF e destacaram que o ato não tinha caráter eleitoral, apesar da presença de pré-candidatos à Presidência.
Além de São Paulo, manifestações ocorreram em diversas cidades do país, como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Maceió, Campo Grande e Aracaju. No Rio, cerca de 4,7 mil pessoas participaram do ato em Copacabana. Em todas as localidades, os protestos tiveram pautas semelhantes, com críticas ao governo federal e pedidos de anistia a Bolsonaro e aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Com informações do G1


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