Explosões foram registradas em Teerã e em pelo menos outras quatro cidades iranianas no sábado (28), após um ataque coordenado por Estados Unidos e Israel. Segundo a organização humanitária Crescente Vermelho, 555 pessoas morreram e ao menos 747 ficaram feridas. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto nos ataques, informação confirmada pelo próprio regime iraniano.
O presidente Donald Trump declarou que o objetivo da operação é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e atacou bases americanas em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein. O governo dos EUA afirmou que os danos às suas bases foram mínimos. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança.
Esta é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação já havia bombardeado estruturas nucleares iranianas. Trump vinha pressionando o Irã a abandonar seu programa nuclear, acusando o país de tentar fabricar uma bomba atômica. O primeiro-ministro israelense disse que a operação busca eliminar a ameaça existencial representada pelo regime iraniano. O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou a ação como “agressão militar criminosa” e pediu providências da ONU.
Os EUA ampliaram sua presença militar na região com o envio de porta-aviões e aeronaves, enquanto o Irã realizou exercícios conjuntos com Rússia e China e fortaleceu suas instalações nucleares. O ataque ocorre em meio a uma onda de protestos contra o regime iraniano, reprimidos com violência, e a uma grave crise econômica marcada por inflação acima de 40% ao ano, desvalorização da moeda e denúncias de corrupção. O país enfrenta dificuldades desde a reimposição de sanções americanas em 2018, agravadas após Trump retomar a política de pressão máxima em 2025.
As tensões entre EUA e Irã remontam à Revolução Islâmica de 1979. Desde então, os dois países acumulam hostilidades, com sanções e embargos impostos pelos americanos para conter o avanço nuclear iraniano. Houve momentos de aproximação, como o acordo de 2015 durante o governo Obama, mas Trump retirou os EUA do tratado em 2017 e retomou as sanções. Crises recentes incluem a morte do general Qassem Soleimani em 2020 e ataques conjuntos de EUA e Israel contra alvos iranianos em 2025. Com informações do G1.


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