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ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag, aponta Coaf; ex-prefeito relata que prestou serviços de consultoria


O vice-presidente do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e da gestora de recursos Reag, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os repasses ocorreram logo após as eleições de 2022 e entre março de 2023 e maio de 2024.

Os valores foram destinados à empresa A&M Consultoria Ltda., constituída em dezembro de 2022 por ACM Neto e sua esposa, com capital social de R$ 2 mil. De acordo com dados da Receita Federal, a empresa tem como atividade principal a consultoria em gestão empresarial. Entre junho de 2023 e maio de 2024, a A&M recebeu R$ 1,5 milhão em 11 repasses da Reag e R$ 1,3 milhão em nove repasses do Master, além de outros pagamentos anteriores que somaram mais de R$ 700 mil.

O relatório do Coaf destacou que a empresa movimentou valores expressivos acima de sua capacidade financeira declarada. Em nota, ACM Neto afirmou que os pagamentos se referem a serviços de consultoria, realizados com contratos formais, recolhimento de impostos e reuniões com equipes técnicas e jurídicas dos contratantes. Ele ressaltou que não houve irregularidades e que os honorários são compatíveis com os serviços prestados.

Além de ACM Neto, outros nomes da política e do Judiciário também foram contratados pelo Banco Master. O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega atuou como consultor e intermediou encontro de Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski também prestou serviços ao banco após sua aposentadoria do STF, recebendo R$ 6,5 milhões em dois anos. O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, foi contratado com previsão de pagamento de R$ 129 milhões em três anos, contrato encerrado após a prisão de Vorcaro.

O Banco Master se tornou alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de fraude bilionária no sistema financeiro, envolvendo emissão de títulos sem lastro e operações irregulares que podem chegar a R$ 12 bilhões. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação da instituição. Vorcaro foi preso novamente por determinação do ministro André Mendonça, do STF, acusado de manter um “braço armado” para intimidar adversários.

As informações são do Jornal O Globo.

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