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Piora súbita e aplicação de desinfetante: veja detalhes das mortes suspeitas de três pacientes em hospital particular do DF


Três técnicos de enfermagem que atuavam no Hospital Anchieta, em Taguatinga, Distrito Federal, foram presos sob suspeita de terem assassinado três pacientes entre novembro e dezembro de 2025. De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram cometidos por meio da aplicação de doses elevadas de um medicamento, utilizado como veneno. Em um dos casos, o principal suspeito, de 24 anos, teria feito dez aplicações de desinfetante em uma paciente de 75 anos, no mesmo dia em que ela sofreu várias paradas cardíacas.  

Segundo as investigações, o suspeito chegou a usar a senha de um médico para emitir uma receita fraudulenta e retirar o medicamento na farmácia do hospital, aplicando-o nas vítimas sem consulta à equipe médica. Para disfarçar a autoria, realizava massagens cardíacas nos pacientes após as aplicações. A Polícia Civil não divulgou o nome do medicamento e mantém o inquérito sob sigilo.  

As mortes ocorreram em 17 de novembro e 1º de dezembro. As vítimas foram identificadas como a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, de Taguatinga; o servidor público João Clemente Pereira, 63 anos, do Riacho Fundo I; e o servidor público Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos, de Brazlândia. A família de João Clemente acreditava que o óbito havia sido natural, mas recebeu a informação sobre a suspeita de crime apenas em 16 de janeiro.  

O Hospital Anchieta informou que, ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas aos três óbitos na UTI, instaurou um comitê interno de investigação. Em menos de vinte dias, reuniu evidências que foram encaminhadas às autoridades, solicitando a abertura de inquérito policial. Os técnicos envolvidos já haviam sido demitidos. O hospital declarou que prestou esclarecimentos às famílias e reforçou seu compromisso com a transparência e a segurança dos pacientes.  

As prisões ocorreram em 11 de janeiro, quando também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás. Na segunda fase da operação, em 15 de janeiro, foram apreendidos dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia. A polícia investiga se há outros casos no Hospital Anchieta ou em outras unidades de saúde onde o suspeito trabalhou.  

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) declarou que acompanha o caso e adotará providências dentro de sua competência, ressaltando que o processo corre na esfera judicial e que não é possível emitir conclusões definitivas no momento.  

A família de João Clemente, por meio de advogados, manifestou pesar e indignação, afirmando que acreditava em morte natural até receber informações sobre as circunstâncias graves e incompatíveis com esse diagnóstico. A família disse confiar na atuação da Polícia Civil, do Ministério Público e do Judiciário, e que adotará medidas legais para responsabilização criminal dos envolvidos e eventual responsabilização civil do hospital.  

Informações do G1.

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