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Dados do Ministério da Justiça confirmam descontrole da violência na Bahia, revela revista

Pasta reforça números contestados por Rui Costa. Estado vai encerrar o ano na liderança de casos de homicídios dolosos e de letalidade policial .

Foto: Reprodução

O estado da Bahia vai encerrar o ano ocupando o topo do ranking de três importantes indicadores de violência no país. Em meio ao avanço das facções criminosas e diante de uma tentativa desastrada de contenção dos bandidos, a região lidera os índices de homicídio doloso, morte por ação policial e lesão corporal seguida de morte no país

Os dados são de janeiro a outubro deste ano e constam em plataforma divulgada nesta quarta-feira, 27, pelo Ministério da Justiça. Ao todo, já foram contabilizados 3.895 homicídios dolosos, uma média de 13 por dia. A título de comparação, a Bahia supera estados como o Rio de Janeiro (2.950 casos), Pernambuco (2.753 casos) e Ceará (2.346). Apesar de alarmante, a liderança do estado não representa uma novidade. No ano passado, a Bahia também registrou o maior índice de homicídios dolosos do país, fechando 2022 com quase 5 mil registros (praticamente a mesma média atual).

Conforme mostrou VEJA, a onda de violência gerou um clima de terror na Bahia neste ano, com escolas e universidades tendo de suspender as aulas devido aos constantes tiroteios entre bandidos, estabelecimentos comerciais obrigados a fechar as portas e comunidades sitiadas. Os conflitos são provocados principalmente por facções criminosas, entre elas o PCC e o Comando Vermelho, que disputam nacos do território.

Para piorar, a reação à onda de violência vem acompanhada de uma ação extrema das forças de segurança locais. A Bahia também lidera os índices de letalidade policial.

Foram 1.410 casos registrados até outubro deste ano – quase o dobro do Rio de Janeiro, o segundo colocado no ranking, com 770 registros. No ano passado, o índice baiano também foi o maior do país, com 1.468 mortes provocadas por policias.A Bahia ainda está à frente nos índices de lesão corporal seguida de morte, com 70 casos, referente a 14% dos registros de todo o país. Dados reforçam números atacados por ministro

O descontrole na segurança da Bahia já havia sido revelado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que em julho divulgou dados relativos a 2022 que apontavam para o alto índice de letalidade policial e de violência no estado.

À época, no entanto, os números foram contestados pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que governou a Bahia entre 2015 e 2022. O homem forte do governo Lula disse que não reconhecia os dados usados pelo fórum e chegou a escapar de perguntas relacionadas ao tema: “Fui”, disse após ser questionado sobre o assunto, em reação que foi alvo de críticas. O fórum contestado por Costa, porém, é usado como referência inclusive pelo Ministério da Justiça, conforme Flávio Dino ponderou à época. 
A Bahia é governada há 16 anos pelo PT. Antes de Rui Costa, o atual líder do governo no Senado, Jaques Wagner, chefiava o estado, que hoje é comandado por Jerônimo Rodrigues. 

Como funciona o levantamento do Ministério da Justiça?
A recém-lançada plataforma do Ministério da Justiça, chamada Sinesp, ampliou de nove para 28 os indicadores criminais avaliados, e tem como base dados enviados pelas secretarias de segurança dos estados, que passam pela consolidação e validação do governo federal. O sistema unifica os dados relativos à segurança pública e será atualizado mensalmente.

                     

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