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| Foto: REUTERS/Kevin Lamarque |
O governo dos Estados Unidos não descarta o uso de força militar contra o Irã, afirmou nesta segunda-feira (24) o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth. A declaração ocorre enquanto Washington amplia a pressão econômica e diplomática sobre Teerã.
Segundo Hegseth, os Estados Unidos não eliminam a possibilidade de realizar ataques no Estreito de Ormuz ou em áreas próximas ao território iraniano.
“De forma alguma estamos descartando o uso de ataques cinéticos em qualquer lugar no Estreito de Ormuz ou nas proximidades do Irã”, declarou o secretário a jornalistas.
Hegseth também afirmou que o Irã não teria condições de suportar por muito tempo a pressão econômica imposta pelos Estados Unidos.
Na mesma segunda-feira, o governo de Donald Trump anunciou a ampliação das categorias de condutas relacionadas ao Irã que poderão resultar em novas sanções americanas. A medida faz parte de uma estratégia que Washington descreve como uma espécie de “Dia D econômico” contra Teerã.
O governo americano também pretende estabelecer prazos para que outros países reduzam ou encerrem determinadas relações com o regime iraniano.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Washington pretende tratar o assunto principalmente por meio da diplomacia.
“Consideramos que a melhor maneira de interagir com os países é por meio da diplomacia discreta, e estamos alinhando expectativas com cada um deles”, disse Bessent.
Apesar de não apresentar datas específicas, o secretário afirmou que a paciência do governo americano não é ilimitada.
“Não vou estabelecer prazos, mas não temos paciência infinita aqui”, acrescentou.
Em resposta, Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano, afirmou que o governo de Donald Trump “não estava em condições” de impedir o desenvolvimento das relações econômicas do Irã com outros países.


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