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| Foto: Reprodução |
Rio de Janeiro, 8 de março de 2026 —
Um caso de violência sexual ocorrido em Copacabana no fim de janeiro desencadeou uma série de novas denúncias contra um grupo de jovens do Colégio Pedro II. A investigação aponta para um padrão de abusos cometidos pelos mesmos suspeitos, revelado após a coragem de uma estudante de 17 anos que decidiu romper o silêncio.
O crime
De acordo com a polícia, a adolescente foi violentada por quatro homens e um menor de idade em um apartamento de Copacabana, pertencente à família de um dos acusados. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada dos suspeitos e da vítima ao prédio. Segundo o depoimento da jovem, ela foi levada ao quarto por um colega de escola, de 17 anos, e, em seguida, os outros quatro invadiram o cômodo. Durante cerca de uma hora, os cinco se revezaram em agressões sexuais e físicas.
O laudo do Instituto Médico Legal confirmou lesões compatíveis com o relato da vítima. Após o crime, câmeras mostraram os suspeitos celebrando dentro do elevador.
O impacto na família
O irmão da adolescente foi o primeiro a receber o pedido de ajuda. A avó, responsável pela guarda da jovem, relatou o choque ao ver os hematomas: “Não era um roxo, era um roxo preto, em várias partes. Fiquei apavorada”, disse, emocionada.
Novas denúncias
A repercussão do caso encorajou outras vítimas a procurar a polícia. Uma mãe relatou que sua filha, então com 14 anos, foi violentada por parte do mesmo grupo três anos atrás. Outra jovem, hoje maior de idade, contou ter sido abusada em uma festa por um dos acusados, mas nunca havia denunciado por não conseguir lidar com o trauma.
Essas novas declarações reforçam a suspeita de que os réus agiam de forma recorrente, repetindo o padrão de violência contra diferentes adolescentes.
Colégio Pedro II
O colégio, onde os acusados estudavam, afirmou em nota que todas as denúncias estão sendo apuradas e que abriu processo disciplinar interno, que pode resultar no desligamento compulsório dos envolvidos. Algumas vítimas acusam a instituição de ter ignorado sinais anteriores de comportamento abusivo.
Situação dos suspeitos
- Quatro maiores de idade: entregaram-se e foram encaminhados ao sistema penitenciário.
- Menor de 17 anos: apreendido e levado ao Degase.
As defesas dos cinco negam as acusações e afirmam que irão provar inocência no decorrer do processo. Com informações: Fantástico/Rede Globo


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