A Percussiva Encrespa chega ao Carnaval de Juazeiro em uma ação conjunta com o programa Juazeiro Sem Fome, unindo celebração cultural e compromisso social. O Encrespa reforça que a folia também pode ser espaço de cuidado coletivo, uma corrente de solidariedade surge por meio da troca de abadás por alimentos não perecíveis, que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade.
Celebrando a ancestralidade, o ritmo e a resistência da cultura afro-brasileira, a Percussiva Encrespa vai tomar as ruas da cidade no dia 29 de janeiro, a partir das 18h30, no Circuito Ivete Sangalo. Com batidas fortes e presença marcante, o grupo integra a programação oficial do Carnaval de Juazeiro, reafirmando o carnaval como território de identidade, memória, educação antirracista e ocupação cultural dos espaços públicos.
Para o diretor do Codefas e vocalista da banda, Charles Jean, participar do Carnaval de Juazeiro tem um significado especial. "É uma satisfação imensa que a banda Afropercussiva Encrespa esteja participando do Carnaval de Juazeiro. É o nosso primeiro carnaval e a expectativa está a mil. 2025 foi um ano muito bom, de muita visibilidade e de fortalecimento da nossa mensagem, que é a educação antirracista. No Carnaval de 2026, a gente coroa esse ano devolvendo ao universo as bênçãos recebidas, abençoando outras pessoas", destacou. Segundo ele, inspirado na filosofia africana Ubuntu — 'eu sou porque nós somos' —, o bloco não tem fins lucrativos e conseguiu, por meio de uma rede de apoiadores, viabilizar cerca de 800 abadás, com a expectativa de arrecadar mais de uma tonelada e meia de alimentos para o Juazeiro Sem Fome.
A troca dos abadás acontece nos dias 27 e 28 de janeiro, das 9h às 16h, no Colégio Democrático Estadual Professora Florentina Alves dos Santos (Codefas).
Para a coordenadora do programa Juazeiro Sem Fome, Lorena Pesqueira, a iniciativa fortalece o sentido coletivo do Carnaval. "Essa parceria com a Percussiva Encrespa mostra que a cultura também é uma poderosa ferramenta de transformação social. Cada abadá trocado por alimento representa mais dignidade para famílias que precisam e reforça que o Carnaval pode ser um espaço de alegria, mas também de empatia e responsabilidade social", destacou.

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