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Presídio de segurança máxima de Mossoró tem câmeras inoperantes e pontos cegos, aponta relatório feito na véspera da fuga de presos

Documentos mostram que os problemas eram estruturais e que se arrastaram por anos sem que algo fosse feito, revela blog da Julia Duailibi, do G1.

Fotos: Reproduções / Montagem: Portal Spy

Câmeras do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN) estão fora de operação, o que resulta em muitos pontos cegos e áreas sem monitoramento, como alas, pátios de recreação, corredores e perímetro externo, conforme indicado em relatório obtido pelo blog Julia Duailibi, datado do dia anterior à fuga dos dois presos.

As câmeras que estavam em funcionamento exibiam imagens de qualidade inferior.

Um trecho do relatório mostra, ao lado da palavra "portão", a seguinte observação: "Sem imagens. Exibe a seguinte mensagem: tempo limite de conexão atingido".

O documento aponta uma série de problemas que resultam na operação limitada do sistema de monitoramento eletrônico da prisão de segurança máxima de Mossoró (RN).

"O sistema de monitoramento eletrônico opera de forma bastante limitada devido a diversos problemas operacionais, incluindo muitas câmeras fora de operação ou com qualidade de imagem inadequada", destaca o relatório. E acrescenta: "Isso resulta em diversos pontos cegos sem monitoramento, como em alas, pátios de recreação, corredores e perímetro externo, entre outros."

O blog teve acesso às conclusões de dois relatórios elaborados por plantonistas de Mossoró. Um datado do início de janeiro de 2023 e outro do dia 13 de fevereiro de 2024 - a fuga dos presos ocorreu na madrugada de terça-feira (13) para quarta-feira (14).

Ambos os documentos evidenciam problemas estruturais que persistiram ao longo dos anos sem que medidas fossem tomadas. As câmeras foram adquiridas em 2009, com garantia de três anos, e a partir de 2012 deveria ter sido estabelecido um contrato de manutenção. Segundo apuração do blog, desde 2015 as imagens vêm se deteriorando.

Nos relatórios, os policiais também atribuem o número "1" ou "2" para a qualidade da imagem: "1" indica "imagem ruim"; "2" significa "sem imagem". O portão (P1), a caixa d’água, torre e pátios estão classificados como "2". Ou seja, sem imagem.

A entidade representativa dos policiais penais federais defende investigações sobre a fuga em Mossoró e afirma que os presídios continuam "seguros".

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento fugiram na madrugada de quarta-feira. Ambos são associados ao Comando Vermelho, facção liderada por Fernandinho Beira-Mar, que está preso na mesma unidade. Os nomes e fotos dos fugitivos foram incluídos na lista de procurados pela Interpol.

Mais de 300 agentes de segurança estão empenhados na recaptura dos fugitivos.

Leia matéria completa no G1: clique aqui

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